Recensão crítica dos vídeos de Mike Wesch - Grupo Lambda


Mestrado em Pedagogia do Elearning

Professor: António Teixeira

 

A REDE COMO INTERFACE EDUCATIVO (I)

Atividade 5
Recensão crítica dos vídeos de Mike Wesch
 

Trabalho realizado por:

Cláudio Sousa nº 1901027
Carolina Santos nº 2003932
Deric de Sousa nº 2202404
Simone Silva nº 2202513
Sónia Afonso2202400

No âmbito da unidade curricular de Educação e Sociedade em Rede foi solicitado a elaboração de uma recensão crítica dos vídeos de Mike Wesch e uma reflexão sobre a forma como a sociedade em rede está a transformar a educação. Não apenas a prática educativa, mas também o modo como pensamos a função social da educação.

 

Com a visualização os vídeos de Mike Wesch, conseguimos refletir sobre todo o processo complexo e seus significados acerca do que significa estarmos inseridos numa sociedade em rede. Através de uma etnografia digital e com recurso à observação participante com os seus alunos, participou diretamente na comunidade do Youtube com o objetivo de participar, para uma compreensão efetiva do que significa este fenómeno social.

Neste momento, o Youtube segundo o autor significa:

·         Uma nova forma de comunidade;

·         Uma nova forma de expressão;

·         Uma nova forma de identidade;

·         Uma nova forma de empoderamento;

·         Uma nova forma de autenticidade.

Surgiu pelas mãos de Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, como uma expressão da crescente democratização da informação que a internet proporcionou, o YouTube cresceu exponencialmente tornando-se numa importante plataforma, onde todos se podem exprimir de forma livre, compartilhar os seus conteúdos e colaborar com outras pessoas.

Wesch começa por fazer menção ao enorme volume de conteúdos produzidos no YouTube, que nasce enquanto espaço privilegiado e acessível para a partilha de vídeos. Nesta plataforma da web, rapidamente tópicos mais populares, se transformam em conteúdos virais que modificam o mundo virtual e também o real. Através de diversos trabalhos com os seus alunos, conseguiu informações de extrema importância, para desenvolver uma compreensão dos tipos de pessoas que publicam e assistem aos vídeos. Cada um de nós é único de alguma forma, mas a maioria de nós nunca encontra um público para exibir suas habilidades, ou para simplesmente dizer algo. Com o YouTube, este cenário mudou completamente, em que, iniciar um vídeo e compartilhar algum conteúdo torna-se fácil. Apesar de não ser garantido que vão ser “famosos”, o desejo de imitar as “celebridades” com mais visualizações, leva os sujeitos a procurar encontrar um público que os reconheça e aprecie, compartilhando através da webcam, conteúdos que ficam disponíveis para o mundo inteiro. Qualquer pessoa pode carregar vídeos, produzidos e editados por cada um de nós, onde as pessoas não se importam com que os outros vão pensar e onde se evidencia o conceito de comunidade/comunidade de aprendizagem, com uma facilidade de rápida conexão. O Youtube, torna-se assim, um mecanismo de influência sobre o processo de social. Mas será que, esta nova forma de cultura, de construção de comunidade, não
estará em declínio?, podendo levar ao individualismo em rede (cada vez mais conectados, mas ao mesmo tempo individualizados, permitindo uma inversão cultural? E, também questionamos se não será também uma nova forma de solidão, levando-nos a refletir na complexidade da natureza humana e das relações sociais, onde os problemas da vida real são transportados muitas vezes, para os meios digitais. Quando estamos a ver um vídeo no Youtube, geralmente, somos anónimos, as pessoas não podem ver quem está a assistir, o que acaba por facilitar sentimentos de ódio, onde o diálogo é raro e efémero,

as pessoas se sentem mais “relaxadas”, sem medo, sem ansiedade social,

Nesta linha de pensamento, numa comunidade onde sobressaem ecrãs e webcams, em que os utilizadores assumem novos papéis perante estas, onde todos assistem, mas onde aparentemente não está ninguém, num espaço onde a privacidade não passa de uma ilusão, pois tudo o que fazem torna-se público em qualquer parte do mundo e pode ser revisto reiteradamente. Os utilizadores procuram, arranjar formas de terem visualizações, recorrendo ao que autor chama de “drama”, através da elaboração de estratégias que permitam alcançar a tão sonhada audiência e conseguir ter um vídeo que seja visto por milhares de pessoas. Muitos procuram ser “estrelas” recorrendo a perfis falsos e assumindo papéis que lhes permitem criar maior empatia junto dos seus seguidores, causando uma crise de autenticidade no YouTube. A facilidade em compartilhar, sendo exequível que qualquer um publique de forma descomplicada o que pensa, leva muitas vezes á disseminação de mentiras, ou de imitações dos utilizadores com mais visualizações. Ao invés de emitirem as suas opiniões, mantendo a sua personalidade, a maioria prefere usar “esquemas” que lhes permitam alcançar milhares de visualizações. Talvez, o que muitos procuram na tecnologia, seja uma forma de conexão, sem restrições, com uma forma de conectar profunda, sem sentir o “peso” das responsabilidades dessa conexão.  Há então, uma dicotomia entre comportamentos falsos e autênticos, em que se mistura o melhor e o pior que o ser humano tem, e que leva por vezes, ao que chama de colapso de contexto.

Por conseguinte, o vídeo número dois, produzido por estudantes universitários mostra-nos, como a visão do estudante mudou radicalmente após o advento das novas tecnologias e como eles não se sentem bem na universidade. O conhecimento está fragmentado e classificado em padrões que não fazem nenhum sentido para os estudantes e leva-os a não encontrarem sentido no que estudam. Também é referenciado a falta de personalização do aluno, como por exemplo, muitos professores universitários não saberem o nome dos seus alunos, traduzindo-se também, na falta de afeto e de humanidade, na relação professor-aluno. Foram enunciadas várias queixas dos estudantes, através de cartazes, onde a título de exemplo, compram-se livros que não usam, realizam tarefas que não os ajudarão em nada, desistem ao longo do curso por causa da desigualdade social presente na sociedade e que eles não criaram estes problemas, mas precisam de os enfrentar. De um modo geral, entendemos estes aspetos, como uma crítica à sociedade, em que obriga os estudantes que vivem numa sociedade em rede a seguir um padrão de ensino tradicional, onde não são contemplados os seus objetivos, fazendo-os sentir, como se fossem números e não seres humanos dotados de histórias, desejos, ideias e sentimentos.

No vídeo três observamos as revoluções que advieram com a introdução dos textos digitais que são mais flexíveis e que nos permite ligar com outros textos com só um clique (hypertext). Também traz a ideia de que quem organiza esta quantidade enorme de dados somos nós, ou seja, todos que utilizamos a rede e criamos, modificamos e usamos os textos digitais. É pertinente a seguinte pergunta: será que estamos realmente a usar a internet ou estamos a ser usados pelas máquinas? Entendemos que na sociedade em rede, devemos estar imbuídos de um espírito crítico, questionar e refletir sobre todas estas temáticas que temos vindo a enunciar, sempre presente a ideia de que, não devemos considerar que todos os que estão inseridos na internet possuem o mesmo domínio e a mesma posição de poder, pois o que estamos a ter agora é uma tentativa de controle destes textos e algoritmos por parte de poucas empresas e como elas usam a máquina para nos usar, encaminhando-nos, links de propagandas, espionando-nos, com o objetivo de gerar dados e vendê-los para empresas. Por isso, o vídeo termina salientando que, precisamos ter a capacidade de repensar sobre muitas coisas e não achar que a internet só possui pontos positivos.

É imperativo ter sensibilidade no que se refere à questão dos termos e condições de uso, onde é cada vez mais fácil copiar, e copiar é crime. Não   podemos tornar os nossos filhos passivos e piratas, temos o dever de fazer mais e melhor, numa democracia.

Deste modo, estes problemas do Youtube, fazem parte dos problemas da sociedade em rede, seja a nível pessoal, social e educativo e é importante esta mediação da simbiose entre educação e virtualidade, em que é possível, com uma mudança ecossistema educativo, apelando a uma educação mais contemporânea, e que dá resposta às necessidades educativas dos alunos do séc. XXI, com REA (recursos educacionais abertos), mudando também o design instrucional, priorizando também o papel da flexibilidade, hipertextualidade, da escrita digital e atividades que estimulem o pensamento crítico e interação entre professor-aluno, aluno- aluno, num ambiente de cultura participativa entre todos.

 

Completamos a atividade com a leitura dos textos disponibilizados no tópico 6 e dos quais fizemos igualmente uma pequena síntese.

Teixeira, A., Bates, T., & Mota, J. (2019). What future(s) for distance education universities? Towards an open network-based approach. RIED. Revista Iberoamericana de Educación a Distancia, 22(1), pp. 107-126. doi: http://dx.doi. org/10.5944/ried.22.1.22288

Este artigo fala-nos da evolução da educação a distância. Faz um enquadramento temporal e levanta questões pertinentes deste regime de ensino.

Três dos macro fatores que influencia o ensino a distancia identificados pelo autor são a Escala, interoperacionalidade e flexibilidade que estão a permitir um florescimento da educação a distância na época digital e no ensino superior.

O autor foca a necessidade de inovação o nas práticas educacionais – mais flexíveis e ajustáveis aos contextos bem como apersonalização da educação. Fica bem clara a preocupação com a falta de qualificação dos profissionais que prestam este serviço e a forte concorrência entre as universidades convencionais e as outras instituições de educação, o que pode implicar a sustentabilidade dos prestadores deste tipo de ensino alterando o nível de competitividade das universidades. Acresce também a preocupação com a acreditação dos cursos em elearning e blearning, especialmente com os MOOC’s qualidade de ensino que é oferecida neste tipo de cursos. . Diz-nos que é fundamental

manter os altos padrões de qualidade e liderar a pesquisa no ensino a distância e melhorar a transferência de inovação da pesquisa para a prática pedagógica.

O acesso a recursos abertos educativos que permitem uma maior distribuição do conhecimento a estudantes de vários níveis económicos o que leva a uma massificação e democratização do acesso à educação.

Menciona que a necessidade de educação a distancia que leva ao reconhecimento de competências mantem-se devido a: Aprendizagem ao longo da vida; Grupos desfavorecidos; estudantes de um grupo etário mais elevado; trabalhadores estudantes; estudantes com necessidades especiais; estudantes de línguas não nativas; necessidades societais emergentes; necessidade de gerar novas formas de competências modulares, da sua avaliação e acreditação; possibilidade dos estudantes criarem o sua próprio curso;

Foca a importância da cobertura tecnologia que permite a diluição das barreiras físicas, trazendo a mobilidade e portabilidade do ensino, o que implica uma nova forma de ensinar e de apreender. Para este autor será necessário usar a tecnologia como parte integrante das atividades de ensino e aprendizagem para preparar os alunos para uma sociedade baseada no conhecimento, onde a aprendizagem prepara e combina com o mundo do trabalho, lazer e sociedade. 

Deixa ideias chave para a flexibilidade das instituições - Internacionalização e networking entre instituições, formando alianças e permitindo a interoperabilidade; Desagregação dos serviços universitários; Reorganização da estrutura acadêmica, privilegiando a interdisciplinaridade colaboração; Reorientação das operações da universidade em torno da pesquisa e inovação na forma de ensinar e de aprender; Lançamento de laboratórios colaborativos para transferência de conhecimento para a administração pública, empresas e ONGs; Disseminação do uso e reuso de REA’s e práticas educacionais abertas; Envolvimento regular dos quadros em formação contínua e mobilidade internacional programas; Aumento do envolvimento dos alunos nos processos de co-design do curso; Implementação de infraestruturas tecnológicas.
O autor chama a atenção para um ponto central nas profundas mudanças que uma sociedade em rede trouxe é a forma como o conhecimento e a informação são produzidos, transmitidos ou distribuídos em redes que muitas vezes escapam ao controle de organizações e instituições. Torna-se especialmente relevante o desenvolvimento da literacia digital, vocacionada para apoiar a independência e autonomia dos estudantes, permitindo-lhes prosseguir a sua aprendizagem no contexto e de acordo com as suas necessidades. Este processo reúne aprendizagem formal e informal em modelos baseados em redes e ecologias onde o acesso ao conhecimento e a aprendizagem ocorrem.
Para as universidade continuarem a ser relevantes devem manter cinco áreas funcionais críticas: Estruturação e disponibilização de acesso a conteúdos; Serviços de tutoria e apoio à aprendizagem; Curadoria e acesso a materiais de pesquisa; Atuar como um hub para atividades sociais; Avaliação da aprendizagem e atribuição de graus.
Termina deixando a ideia de que as universidades de educação a distância estão num estranho paradoxo. Se, por um lado, a aprendizagem baseada em tecnologia tornou-se dominante no ensino superior e a maioria das instituições mesmo adotando práticas educacionais abertas, por outro lado, a maioria dos novos concorrentes criou a ilusão de que expertise baseada em pesquisa, infraestrutura dedicada e equipe especialmente treinada não são mais requisitos essenciais para o funcionamento das instituições. No entanto, para poder alcançar as oportunidades, as universidades dedicadas à educação a distância precisam se transformar e adotar uma nova abordagem organizacional.


Neste sentido, as Universidades a Distância, enfrentam um desafio social, económico e tecnológico, fruto da globalização e da internet, em que as sociedades e comunidades vêm clamando uma maior escalabilidade e flexibilidade da oferta.

Grajek, S. (2020). How Colleges and Universities Are Driving to Digital Transformation Today. EUNIS 2020 Congress EDUCAUSEREVIEW Special Report - Top 10 IT Issues. (pp.50-53).

Esta autora foca o seu artigo nas mudanças sentidas na força de trabalho, cultura e tecnologia que estão a acontecer no ensino superior hoje e como essas mudanças se relacionam com os 10 principais problemas de TI do EDUCAUSE 2020.

Menciona que a transformação digital não esta distribuída igualmente entre todas as instituições universitárias. Assume transformação digital como uma série de mudanças profundas e coordenadas na força de trabalho, cultura e tecnologia que possibilitam novos modelos educacionais e operacionais e transformam as operações, direções estratégicas e proposta de valor de uma instituição, implicando mudanças na força de trabalho, cultura e tecnologia no ensino superior. Assim são enumerados os dez problemas:

- Desenvolvimento de uma estratégia de segurança baseada em riscos que detete, responda e evite ameaças e desafios de segurança com eficácia

- Proteção dos direitos de privacidade dos constituintes institucionais e manter a responsabilidade pela proteção de todos os tipos de dados restritos

- Desenvolvimento de modelos de financiamento sustentáveis que possam manter a qualidade e acomodar novas necessidades e o uso crescente de serviços de TI em uma era de crescentes restrições orçamentárias

- Integrações digitais garantindo interoperabilidade, escalabilidade e extensibilidade do sistema, bem como integridade, segurança, padrões e governança de dados em vários aplicativos e plataformas

- Desenvolvimento do Ensino superior centrado no aluno, criando um ecossistema de serviços ao aluno para dar suporte a todo o ciclo de vida do aluno, desde a prospeção até a matrícula, aprendizagem, colocação profissional, envolvimento de ex-alunos e educação continuada

- Retenção e conclusão do aluno, desenvolvendo os recursos e sistemas para incorporar inteligência artificial aos serviços do aluno para fornecer suporte personalizado e oportuno

- Criação de processos de inscrição aprimorada: usando tecnologia, dados e análises para desenvolver uma estratégia de inscrição inclusiva e financeiramente sustentável para chegar a mais e novos alunos, personalizando o recrutamento, a inscrição e as experiências de aprendizagem

- Acessibilidade do Ensino Superior, alinhando organizações de TI, prioridades e recursos com prioridades e recursos institucionais para alcançar um futuro sustentável

- Simplificação administrativa: aplicação de design centrado no utilizador, melhoria de processo e reengenharia de sistema para reduzir esforços redundantes ou desnecessários e melhorar as experiências do utilizador final

- CIO Integrativo: Reposicionando ou reforçando o papel da liderança de TI como um parceiro estratégico integral da liderança institucional no apoio às missões institucionais

Este artigo pareceu-nos relevantes uma vez que aborda a questão da transformação digital que consiste em mudanças tecnológicas e consequentemente novos modelos educacionais. Isto implica, estratégias de segurança e informação, (segurança cibernética), investir em tecnologia para proteção da privacidade.

Por conseguinte, também faz referência á questão a acessibilidade os materiais educativos, em que os professores deveriam priorizá-los, na escolha dos seus materiais educativos, os REA – recursos educacionais abertos. E, são estes, os professores que estão dispostos a mudar, em vez de restrições que reduzem a autonomia pedagógica.

E por último, é também referenciado que, a matrícula, o recrutamento, a retenção e o sucesso do aluno, está a tornar-se, uma responsabilidade de todo o ensino superior. As faculdades, universidades, colaboradores estão a serem incentivados a conetar/apoiar os alunos descontentes ou com dificuldades.

Bates A.W (2017).  Educar na Era Digital design, ensino e aprendizagem. ABED & Artesanato Educacional. São Paulo: Brasil  

O especialista na área de planejamento, treinamento, gestão de e-learning e educação a distância, Tony Bates, em sua obra: Educar na Era digital design, ensino e aprendizagem, trata sobre as mudanças que a Educação vem enfrentando resultante das grandes transformações sociais e novas demandas do mundo contemporâneo. Em face a isso, faz-se necessário novos e diferentes métodos de ensino on-line que levem em consideração à necessidades dos novos perfis de aprendizes da atualidade.

O autor utiliza-se de uma interessante metáfora do vinho velho em uma garrafa nova para explicar que, muitas vezes a abordagem de ensino oferecida pelos ambientes virtuais de aprendizagem, é uma réplica dos modelos utilizados no ensino presencial.  Para ele os estudantes que aprendem de maneira remota têm necessidades bem específicas, que diferem daquele aos quais atendem o ensino presencial e que os modelos de design precisam ser pensados de forma a suprir estas demandas de forma a oferecer um ensino de qualidade para os aprendizes do modelo EAD.

Em seu livro, o autor também se dedica a explicar alguns métodos e modelos de ensino on-line, sendo o modelo ADDIE, metodologia Harasim, design MOOcs, modelo Sections etc.

O autor explica que para escolher qual método utilizar, deve-se ter em mente o contexto ao qual está inserido, compreendendo quais são as demandas do campo, as características dos aprendizes, quais os recursos disponíveis, e o que se compreender como um bom ensino. Entretanto, revela que os modelos de ensino mais significativos são aqueles que promovem a aprendizagem colaborativa, a interação e a troca de saberes.


Bibliografia:

Bates A.W (2017).  Educar na Era digital design, ensino e aprendizagem. ABED & Artesanato Educacional. São Paulo: Brasil

Grajek, S. (2020). How Colleges and Universities Are Driving to Digital Transformation Today. EUNIS 2020 Congress EDUCAUSEREVIEW Special Report - Top 10 IT Issues. (pp.50-53).

Teixeira, A., Bates, T., & Mota, J. (2019). What future(s) for distance education universities? Towards an open network-based approach. RIED. Revista Iberoamericana de Educación a Distancia, 22(1), pp. 107-126. doi: http://dx.doi. org/10.5944/ried.22.1.22288

Wesch, M. (2008, julho 27). An anthropological introduction to YouTube [Vídeo file]. YouTube. An anthropological introduction to YouTube - YouTube 

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